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Posts Tagged ‘Políticas Públicas’

MEMÓRIA DE REUNIÃO
Data 12/06/2017 Horário de Início 14:30 Horário de Término 16:50
Local Secult-Ce, na Rua Major Facundo, 500 – Centro – Fortaleza/CE – Auditório no 6° andar
Pautas
  1. Informes Gerais do FLLLEC;
  2. Informes sobre o Cenário da Política do Livro;
  3. A reorganização do FLLLEC.

Deivid Gomes, professor, produtor cultural e um dos articuladores para reorganizar o Fórum de Literatura, Livro e Leitura do Ceará (FLLLEC) deu início a reunião que convoca escritores, livreiros, editores, gráficos, tradutores, bibliotecários, mediadores de leitura, ilustradores, gestores municipais e estaduais, associações de classe, academias e sindicatos ligados às cadeias de mediação, produção e criação do livro para reativar os trabalhos de mobilização da categoria em favor do desenvolvimento de políticas públicas para a linguagem Literatura. Deivid expõe como se deu a provocação para a retomada do FLLLEC, onde a partir de uma reunião entre a Luana Oliveira, mediadora responsável pelo Clubinho de Leitura (projeto social criado em 2009, no bairro Bom Jardim) e a Mileide Flores, ex-coordenadora geral do comitê gestor do FLLLEC, eleita em Assembleia Geral no dia 29 de julho de 2011 e que atualmente trabalha na Secretaria da Cultura do Estado do Ceará – Secult, surgiu o diálogo de como vem se dando o cenário atual da literatura no Ceará e da necessidade do Fórum voltar a sua ativa, para lutar pelo espaço da literatura dentro dos meios culturais, políticos e educacionais no estado. Mileide Flores continua, em seguida, para explicar melhor como se deu o início do FLLLEC e como funcionava o fórum. Fala da importância da representatividade da literatura nos editais de cultura, que atualmente vem perdendo espaço e da necessidade de cobrança por parte da sociedade civil aos gestores, onde ao seu ver será possível a partir da reorganização do FLLLEC. Ressalta, ainda, que o momento exige esta reorganização por está em debate a construção do plano estadual do livro, leitura, literatura e bibliotecas. Mileide ressalta sobre a importância da presença de todos que compõem os elos da cadeia do livro, já que o Fórum trabalha na transversalidade da cadeia pois as representações individuais já existem, mas que a leitura se dá no momento que o livro é pensado, produzido, transmitido e lido, a saber: cadeia criativa (escritores e escritoras, ilustradores e ilustradoras, tradutores e tradutoras etc.), produtiva (editoras, livrarias, distribuidoras e gráficas) e mediadores e mediadoras (professores e professoras, bibliotecários e bibliotecárias, contadores e contadoras de histórias etc.).

 Por fim, agradece ao Deivid Gomes e a Luana Oliveira pela procura dos mesmos em reestabelecer o fórum. Deivid Gomes abre espaço para que os presentes se coloquem com suas dúvidas, sugestões e etc. O escritor Carlos Emílio afirma que há uns dez anos se fala do fórum, mas que não vê uma movimentação da literatura, exceto pela Bienal do Livro. Deivid Gomes e Luana Oliveira destacam a relevância da reintegração do FLLLEC para reivindicar as demandas de cada setor da sociedade literária. A professora, escritora e presidente da Academia Feminina de Letras, Clara Leda,

afirma da necessidade de se organizar, pois há uma desarmonia entre as necessidades de editores e escritores, entre o ensino e a presença da literatura cearense. Juliana Guedes expressa o valor da representatividade da literatura cearense e, por exemplo, da escritora negra e cearense nos clubes de leitores. Raimundo Moreira, contador de histórias, propõe nesse primeiro momento, a criação de grupos menores para debater as demandas de cada setor da sociedade civil literária pelas inúmeras questões existentes. O cordelista Lucarocas toma a palavra para mencionar que o cordel por pouco não se acabou em nossa cultura e história, no entanto os cordelistas se uniram para criar uma associação e, hoje, estão muito bem representados no sudeste do país e, também, com grande representatividade nas bienais internacionais do livro do Ceará. Marcos Rodrigues, auxiliar no setor braile da Biblioteca Pública questiona o que o fórum pode propor para trazer um maior espaço, conteúdo e material bibliográfico (audiolivro, livros em braile, livros digitais e etc.) para o público que tem limitações físicas. Kelsen Bravos, escritor e ex-secretário de comunicação do comitê gestor do FLLLEC, eleito em Assembleia Geral no dia 29 de julho de 2011, informa e comunica que pessoas de Quixadá, Crateús, Aracati, Cariri entre outras localidades do interior do Ceará, sobre a necessidade do fórum se fazer presente nesses locais. Também aborda o tamanho da expressividade e representatividade que se fez presente na última Bienal Internacional do Livro no Ceará, não só no sentido material bibliográfico, mas também de pessoas que caracterizam a cultura cearense, os movimentos sociais e as várias propostas que saíram desse evento para o Plano Estadual, propostas essas a serem discutidas posteriormente pelo comitê gestor do FLLLEC. Sugere, por fim, que seja criado Grupos de Trabalho (GTs) para se reorganizar o FLLLEC, sendo o total de quatro GTs, são eles: GT Autores: engloba escritores, cordelistas, poetas, ilustradores, tradutores etc.; GT Produtores engloba: editores, livreiros, gráficos etc.; GT Mediadores: engloba bibliotecários, agentes de leitura, contadores de histórias, professores de literatura, artistas do meio literário, etc. GT Gestores e Representantes: engloba gestores municipais e estaduais, associações de classe, academias, sindicatos, etc. O escritor Carlos Emílio traz à tona a importância de reitores e diretores de universidades e faculdades, respectivamente, se fazerem presentes no fórum, por questão de representatividade e de incentivo ao meio literário. É importante observar que não houve consenso quanto à organização dos Gts, todavia, o grupo optou por encarar, inicialmente, a criação da Comissão Reorganizadora do FLLLEC, atualização do Regimento e a cobrança do Edital das Artes junto à Secult. Telma Pacheco, artesã indígena da etnia Tremembé cearense, expressou um pouco da questão indígena e falou da importância de participar desse momento. Telma Pacheco é amante da literatura por conta da sua cultura e hábitos advindos dos avós, a contação de histórias. Telma revela que, dentro de sua aldeia, existe uma grande representatividade de raça, cor e gênero, onde sempre busca-se o resgate da cultura. Alexandre Greco ressaltou a importância das diversas ações literárias que já acontecem nas periferias da cidade. Também falou da importância da criação de uma Carta de Princípios sobre a organização e funcionamento do FLLLEC. O poeta Carlos Melo, que organiza saraus em vários pontos da cidade, revela que não consegue atingir a periferia por falta de setores mediadores da literatura nos bairros periféricos da capital. Paulo Marcelo, filósofo e tradutor, vem colocar questões relevantes sobre

leitores, que acabam influenciando no incentivo à leitura como, por exemplo, o preço e a acessibilidade dos materiais bibliográficos e indaga como o fórum poderia estar atuando de modo a favorecer o leitor nesse sentido. Para que se volte ao rumo e necessidades da reunião, Luana Oliveira pede que venhamos a discutir os GTs por conta do decorrer do horário. A professora Silvana Rabelo, que veio do interior para lecionar recentemente na capital, expressa seu assombro diante da precariedade das escolas da capital, fato que é até comum no interior e, com isso ressaltar a conveniência do professor no fórum. Deivid Gomes segue então e sugere alguns GTs para a assembleia e pergunta se todos se sentem abrangidos. Mileide Flores pega a palavra para opinar de que a criação de muitos GTs provavelmente não funcione neste primeiro momento e, que a necessidade imediata é a aprovação do regimento pela assembleia, pois o mesmo foi elaborado no ano de 2008 e não inclui questões tais como: acessibilidade do leitor, audio book, livros brasileiros em braile etc. Assim como também, a formação imediata de uma comissão para o fórum a fim de discutir o próximo Edital das Artes que já será lançado em julho e precisa averiguar se a literatura e todos os seus setores estão atendidos no mesmo. Deivid Gomes encaminha então, para finalizar, que será marcado uma próxima reunião a fim de discutir o Edital das Artes e aprovar o regimento, onde todos devem vir para a mesma cientes da leitura do regimento e anotado suas deficiências e necessidades de alterações. Por fim, todos foram informados de que a ata desta assembleia seria encaminhada posteriormente aos e-mails dos participantes. No final, todos os interessados em fazer parte da comissão do fórum deixaram seu nome e alguns outros dados, os quais estão na Lista de Presença assinada no dia desta reunião.

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O Globo, Segundo Caderno, em 24/01/2011

Livros para todos

Novo presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, que também será responsável pela gestão de políticas de leitura, pretende estimular a produção de obras mais baratas e sonha com livrarias populares

Fazer do livro um artigo acessível a todos é a grande meta do jornalista e escritor Galeno Amorim. Confirmado na última sexta-feira como novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Amorim vai administrar a distribuição de obras para seis mil unidades públicas gerenciadas por prefeituras, além de traçar os rumos da oitava maior biblioteca do mundo em acervo. Ex-secretário de Cultura de Ribeirão Preto e com passagens pelo governo Lula, inclusive na FBN, ele foi incumbido pela ministra Ana de Hollanda de preparar o terreno para a criação do Instituto Nacional de Livro e Leitura.

Para isso, num primeiro momento ele vai acumular a gestão dos acervos das bibliotecas com as elaborações de políticas públicas para o setor. Entre suas metas, Amorim pretende criar um mecanismo de incentivo para que as editoras apostem em livros populares, mais baratos, a fim de alcançar os consumidores das classes C, D e E. Em entrevista ao GLOBO, ele expôs sua visão sobre direito autoral e acesso à leitura, e disse imaginar uma livraria popular nos moldes das farmácias populares.

Quais serão as prioridades de sua gestão à frente da Biblioteca Nacional?

GALENO AMORIM: Eu gostaria de acelerar o processo de inserção da Biblioteca Nacional no cenário brasileiro e também no cenário internacional. E, em outra ponta, gostaria de fortalecer o Plano Nacional do Livro e Leitura, de forma a ampliar o acesso ao livro e aumentar o índice de leitura no Brasil, que hoje é de 4,7 obras lidas por habitante por ano.

Como ampliar esse acesso?

É possível buscar com o setor privado a criação de um  livro popular. Seria um  livro mais barato, sobretudo para esse novo leitor que vem das classes C, D e E. A principal forma de acesso ao  livro é via biblioteca pública. Mas, ao mesmo tempo, é preciso criar condições para as pessoas poderem comprar um  livro mais barato. Isso é importante para o leitor, que aumenta suas possibilidades; para as editoras, que recuperam produtos fora de catálogo e podem criar subprodutos; para o autor, que pode ampliar a quantidade de exemplares; e também para as livrarias, que podem oferecer um produto diferenciado. Pode, por exemplo, haver uma livraria popular, como são as farmácias populares.

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Previsão de início: 16 de outubro

O curso da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ justifica – se pela necessidade de desenvolver a leitura e a escrita na escola e pelo crescimento do mercado editorial decorrente do incentivo à leitura implementado pelas políticas públicas.

Objetivos

  • desenvolver  a pesquisa na área de educação juvenil e infantil.
  • aplicar ferramentas práticas na produção de textos de literatura infantil e juvenil em sala de aula

Matriz Curricular

Seminário temático I – Introdução ao curso;

Leitura de Literatura Infantil Universal – I;

Leitura de Literatura infantil Universal – II;

Ilustração em Literatura Infantil e Juvenil;

Análise do livro e do texto de literatura infantil e juvenil

Metodologia da pesquisa científica;

Leitura de Literatura Infantil e Juvenil brasileira – I;

Leitura de Literatura Infantil e Juvenil brasileira – II;

Leitura de Literatura Infantil e Juvenil cearense;

Seminário Temático II – Adaptação de textos infantis e juvenis para o cinema  e televisão

Literatura infantil e juvenil na formação de leitores;

Produção do texto literário infantil e juvenil;

Seminário Temático III – Contos de fada e desenvolvimento infantil;

Orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TC

Público Alvo

Destina-se a professores de Língua Portuguesa, escritores bibliotecários, jornalistas e editores, ilustradores e outros profissionais ligados à literatura infantil e juvenil.

Carga Horária

390 h/a

Local do curso

Colégio Rosa Gattorno

Rua : Conselheiro Estelita,  264 Centro Fortaleza – CE

Informações e Inscrições

Luzelita (85) 4011- 5586 (manhã) 9666-5280

Patrícia (85) 3242-1076

posmomentum@fvj.br

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conferencia

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