Clipping [Política do livro é unificada sob a Fundação Biblioteca Nacional, Publishnews]

PublishNews – 07/02/2011 – Por Redação


No último dia 21 de janeiro, foi anunciado o nome do novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), o jornalista ribeiropretano Galeno Amorim. O que passou despercebido foi uma mudança importante dentro da coordenação da política do livro e leitura exercida pelo Ministério da Cultura (MinC), que veio junto com o novo nome na presidência da fundação do Rio de Janeiro. Antes, parte da política do livro e leitura do país era articulada pela Diretoria de Livro, Leitura e Literatura (DLLL), vinculada à Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do MinC, e outra parte pela própria FBN. Agora, ao aceitar o novo cargo, Galeno conseguiu colocar a DLLL sob o guarda-chuva da FBN, simplificando e unificando assim a coordenação da política do livro e leitura no Brasil. Outra novidade é que José Castilho Marques Neto, atual secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que anunciara em novembro sua saída, deve permanecer no cargo por pelo menos mais seis meses. Fabiano dos Santos também continua na direção de Livros, Leitura e Literatura, ainda que dentro da FBN. Vale lembrar que o PNLL é resultado de uma portaria interministerial entre o MinC e o Ministério da Educação (MEC), que indicam o conselho diretivo, o comitê executivo e o secretário-executivo do plano. Mas agora a interação com o Minc ficará mais simplificada.

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III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias e III Fórum do PNLL – Plano Nacional do Livro e Leitura

Biblioteca Viva
Bibliotecas, Livros, Leitura e Literatura em pauta!

A construção de um Brasil leitor é um trabalho conjunto que envolve governo e sociedade civil. O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) mostra em seu Mapa de Ações a pluralidade de atividades e  intervenções em prol da disseminação do livro e da leitura no país.
Neste contexto, destaca-se o papel preponderante das bibliotecas públicas e comunitárias  no incentivo  e no acesso gratuito à leitura.
Alinhados com o propósito de elevar cada vez mais o número de leitores no Brasil,  o Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo se unem, novamente, para a realização do “III Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias” e “III Fórum Nacional do Livro e Leitura” que acontecerá no período de 19 a 21 de agosto de 2010, em paralelo à 21ª.  Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anfiteatro Elis Regina, no Palácio das Convenções do Anhembi, na cidade de São Paulo, SP.
Como ocorrido nas edições anteriores o evento reunirá profissionais e pessoas interessadas  em compartilhar experiências, interagir com novos projetos, integrar-se com novas ações, conhecer novas alternativas de atuação e enfrentar novos desafios.
Contamos com sua presença!

Período do Evento: de 19 a 21 de Agosto
Local: Auditório Elis Regina – Parque Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi Parque – Santana – CEP 02012-02
Estrutura do Evento: Debates, palestras, mesas redondas e painéis.

Confira trechos do Boletim do PNLL nº 198 – 15 a 21/03/2010

II Conferência Nacional de Cultura
No último dia 11 de março foi realizada a cerimônia de abertura da II Conferência Nacional de Cultura (CNC), evento que contou com a presença do presidente Lula e dos ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Juca Ferreira (Cultura), Franklin Martins (Comunicação Social), Orlando Silva (Esportes) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), entre outras autoridades. Segundo o blog da CNC , os discursos giraram em torno dos temas diversidade, desenvolvimento e cidadania. Enquanto Lula reforçou a necessidade de uma melhor distribuição dos recursos no setor cultural, Juca Ferreira destacou a necessidade de “constituir uma nação solidária, com pessoas decentes que buscam novas relações sociais”.

Livro e leitura na II CNC
No setorial do Livro, Leitura e Literatura, os encontros destacaram a importância de projetos de lei que institucionalizem políticas como as do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Fundo Pró-Leitura e do Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL). A fala da secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles, foi justamente nesta direção, a de transformar o plano em projeto de lei, instituir o Fundo e criar o INLL. O secretário-executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, ressaltou a importância de o governo avançar na questão da mediação. O diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, destacou que o governo hoje está resgatando uma “dívida social secular com a leitura”. E Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, lembrou que o PNLL não é apenas do Governo Federal, envolvendo os Ministérios da Educação e da Cultura, mas também do setor privado.

As prioridades da II CNC
Entre as 32 propostas prioritárias que nortearão as políticas públicas para todo o setor cultural brasileiro, a que dizem respeito ao Livro, Leitura e Literatura estão no sub-eixo Memória e Transformação Social. Diz seu texto: “Incluir na agenda política e econômica da União, estados, municípios e no Distrito Federal o fomento à leitura por meio da criação de bibliotecas públicas, urbanas e rurais em todos os Municípios, com fortalecimento e ampliação dos acervos bibliográficos e arquivísticos, infraestrutura, acesso a novas tecnologias de inclusão digital, capacitação de recursos humanos, bem como ações da sociedade civil e da iniciativa privada, com objetivo de democratizar o acesso à cultura oral, letrada e digital”.

Colégio renovado
Além dos debates sobre a institucionalização das iniciativas em favor do Livro, Leitura e Literatura, a plenária da Pré-Conferência Setorial também renovou o Colegiado Setorial. Os delegados atuarão nas áreas de Mediação, Produção, Criação e Regionais.

Proposições aprovadas
A Pré-setorial de Livro, Leitura e Literatura (LLL) elegeu uma proposição para cada um dos cinco eixos da CNC e todas elas integrarão o Plano Nacional de Cultura. Os delegados eleitos na setorial LLL também prepararam um documento, distribuído a todos os presentes, enfatizando a importância do acesso à leitura e à escrita, de modo a angariar apoio para suas propostas. Clique aqui para saber mais.

Mileide Flores analisa a Conferência Nacional de Cultura

Encaminho em anexo as 32 propostas prioritárias e as 95 propostas prioritárias das Setoriais resultantes da II Conferência Nacional de Cultura ocorrido em Brasília entre os dias 11 e 14 de março de 2010.

A Conferência aponta a urgência de se construir um marco regulatório para a cultura brasileira. É uma demanda legítima da sociedade, que prioriza a agenda cultural em todas as esferas de governo. Demos um grande passo para fortalecer definitivamente a importância dessa políticas para o desenvolvimento sustentável do país”, explica a coordenadora executiva da Conferência, Silvana Meireles.

Além das propostas anexadas foi votada por unanimidade a Moção de Apoio em que solicita a entrada do segmento de Arquivos para o Ministério da Cultura e, a Profissão de Vaqueiro.

A aprovação por unanimidade das propostas setoriais foi um momento impar. Acredito que a partir dai podem sair Planos Nacionais para todos os Setores como o Plano Nacional do Livro e Leitura que na Pré-Conferência Setorial do Livro e Leitura teve a sua primeira avaliação.

Mais uma vez agradeço a confiança recebida para compor o Colegiado Setorial do Conselho Nacional de Cultura pela Região Nordeste cadeia do Livro, Leitura e Liteartura.

A título de informação o Almir Mota (CE) foi eleito para o Colegiado pela Cadeia Criativa e o Kelsen Bravos (CE) como suplente pela Cadeia Criativa do Livro, Leitura e Literatura.

Aplausos para todos e todas.
Mileide Flores

Confira neste dois links, as propostas discutidas e aprovadas:

ESTRATÉGIAS-SETORIAIS-EIXO

Propostas-32-finais

Institucionalização de políticas é debatida na setorial

A institucionalização de políticas foi a tônica da abertura da Pré-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura hoje (8) de manhã, na Esplanada dos Ministérios. Os dirigentes participantes da mesa de abertura ressaltaram a importância de projetos de lei que institucionalizem políticas como os do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Fundo Pró-Leitura e do Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL). Hoje à tarde, os delegados presentes ao encontro irão avaliar o PNLL e debater propostas a serem levadas para a II Conferência Nacional da Cultura, que se realiza a partir de quinta-feira (11), também em Brasília.

O diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, destacou que na I Conferência Nacional de Cultura não havia “uma linha dedicada” ao setor e que o governo hoje está resgatando uma “dívida social secular com a leitura”.

“Temos agora o desafio de transformar este plano em projeto de lei, de instituir o Fundo Pró–Leitura e de criar o Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL)”, disse a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles. Ela destacou o aumento dos recursos destinados ao setor: eram R$ 6,1 milhões em 2003 e em 2010 estão previstos R$ 150 milhões.

Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, lembrou que o PNLL não é apenas do Governo Federal, envolvendo os ministérios da Educação e da Cultura, mas também do setor privado.  Na mesma linha de institucionalização, Rosely Boschini, integrante do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), disse que o “INLL não pode passar 2010 sem que volte à existência”.

Por sua vez, o secretário-executivo do PNLL, José Castilho Neto, ressaltou a importância de o governo avançar na questão da mediação. “Não adianta um edifício público com livros sem os recursos humanos que fazem a mediação”, disse. Ele lembrou que o governo tem um programa de formação de mediadores.

Também presente ao encontro, Tadeu di Pietro, diretor de Programas Integrados da Funarte, destacou ações destinadas ao setor, por meio de prêmios como os de Criação Literária e de Circulação Literária.

Convidado especial para o evento, o escritor Afonso Romano de Sant’Anna, disse que a questão da leitura não é do Ministério da Cultura, mas de segurança nacional. “Todos os ministérios têm de ter programas de leitura”, afirmou.

Durante o encontro, Piuba lembrou também a meta do governo de zerar o número de municípios sem bibliotecas públicas – que deve ser alcançada no meio do ano. Anunciou ainda que nos próximos dias será divulgado o resultado do censo de bibliotecas realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que vai permitir ao Ministério qualificar sua política para o setor.

( Fonte: MinC)

Em Busca da Institucionalização

A Regional Nordeste reuniu-se virtualmente para debater o Plano Nacional do Livro e Leitura. A discussão está posta para a II Conferência Nacional de Cultura

Educadores, livreiros, contadores de estórias, escritores, editores, gestores da cultura. Um público heterogêneo mas, de pensamento comum: ver garantida e institucionalizada as políticas públicas para o Livro, Leitura e Literaturano Brasil.  Foram estes atores que deram voz e sugestões durante a Videoconferência e Assembléia Setorial, realizada na última segunda-feira, (25), no Auditório do BNB, do Passaré.

O Diretor do Livro, Leitura e Literatura, Fabiano dos Santos Piúba, diretamente de Fortaleza, apresentou via Videoconferência, as ações do Ministério,o planejamento e as diretrizes. “Ao contrário dos outros setores da cultura, já estamos mais avançados, pois temos um Plano Nacional já em processo de avaliação”, ressaltou. Ele apresentou as ações de cada eixo — Democratização do Acesso, Fomento à Leitura e Formação de Mediadores, Valorização da Leitura e Comunicação e Apoio a Economia do Livro — sendo que a questão da acessibilidade foi a mais fortalecida através de projetos.

Sete estados nordestinos participaram da Videoconferência pela manhã e tiraram as dúvidas sobre o Plano e a Conferência. À tarde, a programação foi um momento de reflexão e elaboração de estratégias e proposições baseadas nos eixos temáticos da Conferência Nacional de Cultura.

Foram eleitos 3 delegados da sociedade civil, em Fortaleza: Na Cadeia Produtiva, Mileide Flores é a delegada e Francílio Dourado, o suplente; já na Cadeia Criativa, Almir Mota ficou como Delegado e Luiza Helena Amorim na suplência; para a Cadeia Mediadora, Kelsen Bravos foi eleito delegado e Silvia Maria de Paiva, suplente.

 Novidades .  Fabiano dos Santos anunciou algumas novidades como a questão da compra dos acervos para as bibliotecas, que atendendo a muitas reivindicações agora destina 50% para aquisição de obras de escritores locais. As Bolsas para escritores oferecidas pela Fundação Biblioteca Nacional/ Funarte deverão ser ampliadas para além da Criação Literária, elas passam a  contemplar também a Difusão da Obra e o Intercâmbio. Até o final do ano, outros 780 Pontos de Leitura deverão ser formados, totalizando 1.200. Até março o edital deverá ser lançado.

O Diretor do Livro, Leitura e Literatura no Minc, ressaltou ainda a importância dos estados organizarem seus orçamentos para investir mais na cultura. Os municípios que investirem em ações como implantação do Fundo de Cultura e Conselho de Cultura receberão mais recursos. “ O Minc tem evitado editais nacionais, para chamar a atenção dos estados. Eles também precisam investir”, alerta Fabiano dos Santos. Novos editais serão lançados como o de incentivo para programações culturais em livrarias.

 Clique aqui para ler as proposições elaboradas na Assembleia do Ceará