LIBRE divulga: Carta aberta aos futuros deputados, senadores, governadores. E ao futuro presidente


Esta carta expressa a posição dos editores independentes brasileiros, organizados em torno da Liga Brasileira de Editoras.

Dentro do catálogo das nossas editoras, temos alguns livros bastante conhecidos, os que normalmente são chamados pelos jornais de best-sellers. Não nos afirmamos, porém, por meio deles. Nossa contribuição está na diversidade, e é com a arma da bibliodiversidade que enfrentamos as mais difíceis condições que o mercado nos impõe.

O mercado do livro passa no momento por uma profunda transformação, impulsionado pelo próprio movimento do capital, mas também pelas novas tecnologias, que ameaça essa bibliodiversidade. Por isso, acreditamos que, num país cada vez mais educado e com novos potenciais de desenvolvimento, é nosso dever apontar caminhos a trilhar para a manutenção, a sobrevivência e, especialmente, a democratização do conhecimento e da arte que dependem dessa bibliodiversidade.

A cadeia do livro é parte fundamental deste processo. E engloba não apenas os autores, os produtores (editores, tradutores, revisores, designers e ilustradores, entre tantas outras profissões), como também os distribuidores e livreiros.

É uma cadeia complexa e desigual, em que pequenos produtores competem inclusive com multinacionais ligadas a grandes grupos econômicos – que, pelo porte, estrutura e necessidade de altas margens de lucro, pressionam pela pasteurização da cultura.

Diante disso, a Libre defende que o futuro governo, a ser empossado em 1º de janeiro de 2010, deve atuar firmemente na direção de incentivar a bibliodiversidade por meio da edição independente, o que se traduz em:

a)      Uma nova regulação do mercado editorial e livreiro, com a adoção de medidas que protejam e incentivem a abertura, o fortalecimento e a profissionalização de pequenas editoras e, especialmente, pequenas livrarias pelo país.

b)      Estabelecimento de cotas mínimas para pequenas e médias editoras em todas as compras governamentais de livros, que devem ser pautadas pela qualidade e avaliação justa das obras. A mais recente compra de livro do Programa Nacional Biblioteca na Escola ilustra como o governo tem dificuldades para comprar das editoras independentes. Num mercado com centenas, talvez milhares de empresas, oito grupos ficaram com 54% dos títulos selecionados, muitas vezes engordando suas cotas utilizando-se de empresas de fachada.

c)      Fortalecimento da rede de bibliotecas públicas, que devem ter verbas suficientes para a manutenção de uma política de compra, atualização e manutenção de seus acervos, seguindo os critérios de cotas e respeitando as características culturais regionais. O governo também deve fazer cumprir as regras relativas à existência e manutenção de bibliotecas em escolas e faculdades  particulares, que devem ser abertas também ao público em geral. Bibliotecas públicas e privadas são bens públicos.

Continue lendo “LIBRE divulga: Carta aberta aos futuros deputados, senadores, governadores. E ao futuro presidente”

Anúncios

Encontro internacional discute Literatura Iberoamericana

otonocultural

O escritor cearense, curador da Bienal do Livro do Ceará e editor da Revista Agulha, Floriano Martins, que também integra a Liga Brasileira de Editores Independentes é um dos palestrantes do “FORO IBEROAMERICANO DE LA BIBLIODIVERSIDAD” que será realizado nos dias 9 e 10 de outubro em Almonte – Huelva, España.  Lá ele também participará do “ III SALÓN DEL LIBRO IBEROAMERICANO DE HUELVA”,  que será na Casa Colón nos dias 13 a 17.

Entre os temas dos painéis, debates e conferências: as Redes e Alianças de Editores Independentes Iberoamericanos, a Biodiversidade da Bibliodiversidade, Soberania e Autodeterminação de Porto Rico diante do governo Obama, além de mostras de músicas e poesias portoriquenhas, latinoamericanas, dominicanas e mexicanas.

A programação completa está no site  Riepa

 Contatos: 

María Dolores Bosque

otonocultural.cajarural@gmail.com – ubertostabile@hotmail.com – lolibosque@gmail.com