Clipping [Política do livro é unificada sob a Fundação Biblioteca Nacional, Publishnews]

PublishNews – 07/02/2011 – Por Redação


No último dia 21 de janeiro, foi anunciado o nome do novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), o jornalista ribeiropretano Galeno Amorim. O que passou despercebido foi uma mudança importante dentro da coordenação da política do livro e leitura exercida pelo Ministério da Cultura (MinC), que veio junto com o novo nome na presidência da fundação do Rio de Janeiro. Antes, parte da política do livro e leitura do país era articulada pela Diretoria de Livro, Leitura e Literatura (DLLL), vinculada à Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do MinC, e outra parte pela própria FBN. Agora, ao aceitar o novo cargo, Galeno conseguiu colocar a DLLL sob o guarda-chuva da FBN, simplificando e unificando assim a coordenação da política do livro e leitura no Brasil. Outra novidade é que José Castilho Marques Neto, atual secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que anunciara em novembro sua saída, deve permanecer no cargo por pelo menos mais seis meses. Fabiano dos Santos também continua na direção de Livros, Leitura e Literatura, ainda que dentro da FBN. Vale lembrar que o PNLL é resultado de uma portaria interministerial entre o MinC e o Ministério da Educação (MEC), que indicam o conselho diretivo, o comitê executivo e o secretário-executivo do plano. Mas agora a interação com o Minc ficará mais simplificada.

Clipping [ entrevista de Galeno Amorim – O Globo, Segundo Caderno, em 24/01/2011]

O Globo, Segundo Caderno, em 24/01/2011

Livros para todos

Novo presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, que também será responsável pela gestão de políticas de leitura, pretende estimular a produção de obras mais baratas e sonha com livrarias populares

Fazer do livro um artigo acessível a todos é a grande meta do jornalista e escritor Galeno Amorim. Confirmado na última sexta-feira como novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Amorim vai administrar a distribuição de obras para seis mil unidades públicas gerenciadas por prefeituras, além de traçar os rumos da oitava maior biblioteca do mundo em acervo. Ex-secretário de Cultura de Ribeirão Preto e com passagens pelo governo Lula, inclusive na FBN, ele foi incumbido pela ministra Ana de Hollanda de preparar o terreno para a criação do Instituto Nacional de Livro e Leitura.

Para isso, num primeiro momento ele vai acumular a gestão dos acervos das bibliotecas com as elaborações de políticas públicas para o setor. Entre suas metas, Amorim pretende criar um mecanismo de incentivo para que as editoras apostem em livros populares, mais baratos, a fim de alcançar os consumidores das classes C, D e E. Em entrevista ao GLOBO, ele expôs sua visão sobre direito autoral e acesso à leitura, e disse imaginar uma livraria popular nos moldes das farmácias populares.

Quais serão as prioridades de sua gestão à frente da Biblioteca Nacional?

GALENO AMORIM: Eu gostaria de acelerar o processo de inserção da Biblioteca Nacional no cenário brasileiro e também no cenário internacional. E, em outra ponta, gostaria de fortalecer o Plano Nacional do Livro e Leitura, de forma a ampliar o acesso ao livro e aumentar o índice de leitura no Brasil, que hoje é de 4,7 obras lidas por habitante por ano.

Como ampliar esse acesso?

É possível buscar com o setor privado a criação de um  livro popular. Seria um  livro mais barato, sobretudo para esse novo leitor que vem das classes C, D e E. A principal forma de acesso ao  livro é via biblioteca pública. Mas, ao mesmo tempo, é preciso criar condições para as pessoas poderem comprar um  livro mais barato. Isso é importante para o leitor, que aumenta suas possibilidades; para as editoras, que recuperam produtos fora de catálogo e podem criar subprodutos; para o autor, que pode ampliar a quantidade de exemplares; e também para as livrarias, que podem oferecer um produto diferenciado. Pode, por exemplo, haver uma livraria popular, como são as farmácias populares.

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Paradoxos da Leitura

O Brasil é o  8° produtor de livros no mundo, no entanto,  possui 77 milhões de não-leitores. Este é um dos dados apresentados pelo Diretor do Obervatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim, quando realizou a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Assista a entrevista concedida ao Programa Inclusão, da TV Senado, com o tema: “Leitura: O Caminho para o Conhecimento”. Gravado e exibido em 2009, com reapresentação em 18/01/2010,

Por mais Livro e a Leitura no país – Galeno Amorim

galeno

Galeno Amorim, 45 anos, é jornalista e autor de dez livros, a maioria deles para crianças. Em três deles, foi co-autor: Políticas Públicas do Livro e Leitura (OEI-Editora Unesp, 2006) e Os Desbravadores (Palavra Mágica, 2001), dos quais foi organizador; e Práticas de Cidadania (Editora Contexto, 2004).

Como jornalista, atuou durante mais de 20 anos em veículos como O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Eldorado, revista Afinal, Agência Estado e Rede Globo. Foi professor de Ética no Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e dirigente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

Presidiu, em 2006, o Comitê Executivo do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc), órgão vinculado à Unesco. Em 2005, presidiu o Conselho Diretivo do Ano Ibero-americano da Leitura (Vivaleitura), instituído pelo Cerlalc/Unesco, OEI e governo brasileiro. Foi membro dos conselhos estaduais de Leitura dos estados de São Paulo (2004/2005) e Rio de Janeiro (2006) e secretário de Cultura de Ribeirão Preto – SP (2001/2004).

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