Ceará é o primeiro estado a receber a Caravana das Artes da Funarte

CARAVANACULT

Em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), a Fundação Nacional das Artes (Funarte) realiza na próxima terça-feira, dia 21, em Fortaleza, o primeiro encontro da Caravana das Artes no País. A ação envolve uma série de debates que o Ministério da Cultura (MinC) e a Funarte farão nas 27 unidades da Federação, com o objetivo de coletar contribuições da sociedade civil para a construção da Política Nacional das Artes (PNA). Na Capital, serão realizados ao longo dia encontros específicos para levantar e debater propostas de políticas públicas para as artes visuais, dança, circo, literatura, música e teatro.

A abertura do evento será às 10h, no Teatro Dragão do Mar. A solenidade de abertura contará com a presença do presidente da Funarte, Francisco Bosco, do diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Leonardo Lessa, de representantes das secretarias estadual e municipal de Cultura e de outras autoridades locais. O artista plástico Yuri Firmeza foi convidado para fazer uma palestra sobre os desafios da política para as artes contemporâneas.

Francisco Bosco explicará como está sendo desenvolvido o processo participativo da elaboração da PNA, que parte dos estudos e discussões realizados nos últimos 10 anos pelos Colegiados Setoriais, formados por técnicos do Ministério da Cultura (MinC) e representantes da sociedade civil. A PNA deverá se constituir em um conjunto de políticas atualizadas, fundamentadas e duradouras para as artes no País.

No período da tarde, das 14 às 18h, serão realizadas seis reuniões separadas com artistas e produtores culturais, para debater propostas para as seis linguagens artísticas. As discussões serão conduzidas por um grupo de articuladores escolhidos pelo MinC pela competência e atuação profissional na articulação e no debate político no campo de suas respectivas linguagens. São eles:  Cacá Machado (música), Jacqueline Medeiros (artes visuais), Júnior Perim (Circo), Marcelo Bones (Teatro), Rui Moreira (Dança) e Sérgio Cohn (Literatura).

“Cada articulador do PNA será responsável por coordenar os encontros, as rodas de conversa que vão discutir, a partir dos planos setoriais de cada área, as propostas e necessidades das artes contemporâneas”, informou a articuladora Jacqueline Medeiros, que atua e conhece o cenário cultural cearense.

Nas próximas edições da Caravana das Artes, além dois seis articuladores escolhidos pelo MinC, também estarão presentes seis consultores, que estão sendo selecionados por meio de edital da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em função do grande número de inscritos, a seleção dos consultores ainda está em processo.

Além das caravanas, a participação da sociedade civil se dará ainda nas contribuições via internet na plataforma www.culturadigital.br/pna, nos encontros setoriais e nos seminários temáticos que farão parte da construção da Política Nacional das Artes.

Seminário “Participação Social 
na Gestão Cultural” com Vinicius Wu

Além da Caravana das Artes da Funarte, também no dia 21 acontecerá o “Seminário Participação Social na Gestão Cultural”, da SAI/MinC, das 18h às 21h, com a presença de Vinicius Wu, Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura. Será apresentado a proposta e o calendário do processo Eleitoral do CNPC, para renovação dos Colegiados Setoriais e representantes da Sociedade Civil das áreas técnico-artísticas e do Patrimônio Cultural no Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC, para o período de 2015 a 2017, por meio dos Fóruns Nacionais Setoriais, que serão realizados de maneira descentralizada e presencial. O Seminário ocorre no Teatro Carlos Câmara, logo após o fim das atividades da Caravana da Funarte.

SERVIÇO:

Caravana das Artes no Ceará 

Abertura:10h

Local: Teatro do Centro Dragão do Mar

Reuniões para debater propostas para as linguagens artísticas – 14h às 18h 

Literatura (http://www.cultura.gov.br/pnll)
Local: Espaço Estação, na Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel (Rua 24 de Maio, 60, Centro)
Mais informações com Mileide Flores (
Coordenadora de Políticas de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas/SECULT-CE – email: mileide.secult@gmail.com – Fone 1: 55.85 3101 6794 – Fone 2: 55.85 97673277 -Facebook: facebook.com.br/mileideflores – skype: mileide.flores1)

Artes Visuais

Local: Cento Cultural Banco do Nordeste (Rua Conde D’eu, 560, Centro)

Circo

Local: Casa Juvenal Galeno (na Rua Gen. Sampaio, 1128)

Dança

Local: Vila das Artes (Rua 24 de Maio, 1221, Centro)

Música

Local:  Museu da Indústria (Rua Dr. João Moreira, 143 – Centro)

Teatro

Local: Teatro Carlos Câmara (Rua Senador Pompeu, 454 – Centro)

Seminário Participação Social na Gestão Cultural

Das 18 às 21 horas

Local: Teatro Carlos Câmara (Rua Senador Pompeu, 454 – Centro)

Fonte: MinC

Qual a importância da Biblioteca Comunitária para sua comunidade?

Esse foi o tema do 1° Concurso Cultural promovido pela Biblioteca Comunitária Sorriso da Criança, uma das integrantes do nosso Polo de Leitura. O objetivo do concurso era despertar nos leitores o prazer pela escrita. Tendo a liberdade de escrever em qualquer gênero literário, crianças, jovens e adultos movimentaram a biblioteca colocando sua criatividade no papel.
A premiação era um livro que o próprio leitor escolhia, uma das vencedoras do concurso foiFrancisca Oliveira da Cunha que fez um belíssimo texto relatando sua experiência com a leitura. A leitora que também é mãe  de crianças inscritas na biblioteca escolheu o livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Leia mais no Blog do Polo de Leitura Jangada Literária

Oficinas e Palestras: VI Feira do Livro Infantil de Fortaleza abre inscrições para educadores

unnamed

Abertas as inscrições para palestras e oficinas na VI Feira do Livro Infantil de Fortaleza.

Os interessados deverão inscrever-se através do tel.: (85)8526-1201. Confira a programação:

PROGRAMAÇÃO PARA EDUCADORES, NO AUDITÓRIO DA SECULT/CE

28 de maio, quinta-feira

  • 14h – Encontro para alunos de espanhol e afins com a escritora Marta Martins(SC), autora dos livros Jugar de verdad, De la mano e Cocoto y Pinoto – Cuca Fresca.

29 de maio, sexta-feira

  • 14h – Vivência para educadores: dança circular com poesias e brincadeiras, com a escritora Marta Martins(SC) – Cuca Fresca.
  • 16h – Palestra com J.J. Marreiro sobre quadrinhos – Livraria e Gibiteria Fanzine

30 de maio, sábado

  • 14h – Temas complexos: uma abordagem didática, com o escritor Rossandro Klinjey(PB) – R&F Editora
  • 15h – Lançamento da Coleção Por aqui passou, com atividades para professores – Bagaço Editora.
  • 16h – A sala de aula e outros contos, com a professora Marília Lovatell – Ática

Para mais informações visite o sítio da VI Feira do Livro Infantil de Fortaleza.

83 projetos são selecionados para receber Bolsas de Fomento à Literatura

A relação de projetos selecionados no programa Bolsas de Fomento à Literatura foi publicada nesta terça (12) no Diário Oficial da União, seção 3, página 8. Foram ofertadas 95 bolsas e selecionados 83 projetos entre 928 inscritos, com aporte total de R$ 1,8 milhão. A primeira fase de seleção aprovou 700 propostas.

A publicação divulgou também a lista dos classificados e desclassificados. Os pedidos de reconsideração deverão ser enviados até o dia 14 de maio, exclusivamente por meio eletrônico, para bolsa.literatura@cultura.gov.br.

Lançado em 2014, o edital teve como objeto a concessão de bolsas para fomentar a literatura brasileira por meio de apoio ao desenvolvimento de projetos nos campos da criação, circulação e difusão, formação e pesquisa.

De acordo com a Diretoria do Livro, Leitura Literatura e Bibliotecas do MinC (DLLLB), o programa foi criado para fortalecer a cadeia criativa do livro com foco em incentivar a criação, a produção e a difusão literária nacional; fomentar a formação e a sustentabilidade de escritores brasileiros; valorizar e promover a bibliodiversidade; apoiar a pesquisa no campo da literatura brasileira; e estimular a fruição e a leitura literária.

(Leia mais no site do Ministério da Cultura)

Pesquisa apresenta novos hábitos culturais do brasileiro 

Pesquisa divulgada no início de abril pela Fecomércio RJ/Ipsos traz novos dados sobre os hábitos culturais do brasileiro. Cerca de 45% dos entrevistados afirmaram ter realizado alguma atividade de cultura ao longo do ano de 2014. Mas enquanto algumas atividades cresceram, outras apresentaram recuo de público. 

Analisando a série histórica, dobrou a parcela de brasileiros que vai ao teatro, por exemplo, passando de 5,7% em 2009 para 11,4% no ano passado. Já no caso da leitura de livros, houve uma queda no índice: em 2014, 29,9% dos entrevistados informaram que leram no mínimo um livro, contra 35,3%, em 2013.

unnamedO hábito de ir a shows de música e ao cinema também caiu, de acordo com o levantamento – 2,2 pontos percentuais de 2013 para 2014 no primeiro caso (80,6% não vão a shows) e 1,6 ponto percentual no segundo (73,7% não vão ao cinema). Visitas a exposições de arte não são costume para 92,5% dos entrevistados, enquanto 91,2% informaram que não vão a espetáculos de dança e 88,6% não frequentam as salas de teatro brasileiras e de música – item que avança desde 2011.

“A movimentação cultural do brasileiro tem correspondência no papel crescente das novas tecnologias no seu dia a dia. De um lado, a popularização de conteúdos como comédias stand-ups e similares via web, ao contrário do que muitos imaginavam, acabou por incentivar a ida das pessoas ao teatro. Ao mesmo tempo, hábito cultural tradicionalmente caseiro, a leitura agora concorre com as redes sociais, com apelo cada vez maior junto aos brasileiros”, explica Christian Travassos, economista da Fecomércio RJ.

Por outro lado, ainda em relação a 2013, aumentou, ainda que pouco, a parcela de brasileiros que frequentam espetáculos de dança (1,4 ponto percentual) e os que vão a alguma peça de teatro (0,4 ponto percentual).

Entre as principais razões para não praticar uma atividade cultural estão a falta de hábito ou gosto por esse tipo de programa – juntas elas respondem por 76% das citações e se mantêm no topo da lista de motivos desde o primeiro levantamento da Fecomércio, em 2007.

Quer pagar quanto? – O que pode parecer curioso é que, quando questionados sobre o valor que acham justo pagar por cada uma das atividades culturais, os consumidores estão dispostos a desembolsar mais do que em 2013 para algumas delas.

Para adquirir um e-book, por exemplo, os entrevistados disseram achar justo pagar R$ 35,42 – contra R$ 25,31 em 2013. Para ir a um show de música, pagariam R$ 29,44 (contra R$ 27,88 em 2013) e, para comprar um livro físico, R$ 28,18 (contra R$ 27,46 no ano anterior). Por outro lado, estão menos dispostos a gastar com teatro (R$ 23,87 em 2014, R$ 25,59 em 2013), cinema (R$ 13,81 em 2014, R$ 14,47 em 2013), exposição de arte (R$ 19,08 em 2014, R$ 19,77 em 2013) e espetáculo de dança (R$ 23,39 em 2014, R$ 23,85 no ano anterior).

“R$ 23 reais é mais ou menos 4% do salário mínimo, ou seja, de que brasileiro estão falando? Não há o brasileiro, mas brasileiroS”, alerta Adriana Banana, bailarina, idealizadora e diretora artística do Fórum Internacional de Dança – FID, de Belo Horizonte (MG). Para ela, como todo hábito é uma questão de frequência, o que garantirá o público sempre presente é a exposição a certa informação e a viabilidade do acesso.

“Os profissionais da dança podem trabalhar para conscientizar o público a respeito dos custos de produção e distribuição, no entanto, antes disso, é necessário que eles continuem existindo, o que está cada vez mais difícil”, afirma Adriana. Segundo ela, os bailarinos tiveram que se tornar “burocratas”, escrevendo editais, já que não há políticas públicas para o setor.

Ivam Cabral, diretor da SP Escola de Teatro, diz que em espaços da Praça Roosevelt, no centro da capital paulista, o público vem crescendo ao longo dos últimos anos. “Essas pesquisas, creio, concentram-se em grandes teatros (500, 700 lugares) e, neste sentido, é necessário perceber que talvez vivamos uma mudança de paradigmas. Isso se explica, evidente, por ingressos mais acessíveis, mas também por questões formais, um diálogo maior desta cena alternativa com um público jovem”, explica.

Sobre os preços, ele lembra que os grandes teatros têm preços médios de ingressos a R$ 100, enquanto os espaços menores, grupos e companhias que atuam em espaços alternativos cobram uma média de R$ 30 (R$ 15 a meia entrada). Para ele, para que haja uma renovação de plateia, é importante ter por perto um público jovem – sendo, portanto, fundamental que preços acessíveis sejam oferecidos. “Creio que essa ação, que deveria partir não apenas dos grupos e companhias, mas também das grandes produções – afinal, soa estranho captar alguns milhões via leis de incentivo e oferecer bilhetes a R$ 200, R$ 300, não? –, mais do que qualquer estratégia de conscientização, surtiria mais efeitos.”

Com relação aos livros, outro levantamento divulgado na semana passada, o Painel das Vendas de Livros do Brasil – apresentado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e o Instituto de Pesquisa Nielsen -, indicou que no primeiro trimestre de 2015 a venda em livrarias registrou um crescimento de 3% em volume de exemplares no comparativo com o mesmo período de 2014. No entanto, o valor desembolsado pelo consumidor caiu 1,30%, com maior impacto nos livros de ficção e universitários. Além disso, o Painel também confirma que o mercado editorial brasileiro atual está muito concentrado. De um total de 150 mil títulos comercializados no período, os 500 mais vendidos correspondem a 25% do total das vendas.

Já no caso do cinema, para levar as pessoas é preciso, antes de tudo, bons filmes. É o que afirma Hermes Leal, diretor de conteúdo do canal CinebrasilTV e criador e editor da Revista de Cinema. “O hábito de ir ao cinema vem mudando muito nos últimos anos, com as comodidades de ver o filme em casa. Reverter esse hábito requer uma estratégia da indústria do cinema. Mas os filmes perdem público nas salas e ganham em outras janelas, online, on demand ou com outras formas de distribuição mais lucrativas para os estúdios. Acho que o cinema pode estar até perdendo público, mas não dinheiro.”

Ainda assim, acredita Leal, os cineastas e essa indústria precisam encontrar meios de atender às demandas da população que ainda não veem seus filmes. Ele conta que, na Índia, além do preço do ingresso ser barato, a população comparece porque os filmes falam de seu dia a dia. Na Nigéria os filmes são feitos amadoristicamente e distribuídos em DVD, mas também abordam temas que interessam à sua comunidade. “Não acho que a grande questão seja o preço do ingresso. Muitas vezes a pessoa não vai porque não se interessa pelos filmes, porque ele não foram feitos para ela”, afirma.

Fonte: Cultura e Mercado

Pipol no Ceará! #CronópiosParaSempre

Mais um registro em memória do escritor e editor co-fundador dos sites Cronópios e Cronopinhos e autor do pocket book Brinquedos de Palavras: Pipol, que nos deixou neste 16 de abril de 2015.

cronopiospipol
Fonte: perfil do FaceBook de Cronopios Pipol

Fala Carlos Emílio C. Lima:
“Graças ao meu amigo escritor Kelsen Bravos, reproduzo um texto de Pipol quando fizemos em 2006 o primeiro encontro de revistas e sites literários brasileiros aqui em Fortaleza e convidamos Pipol para se espraiar aqui nas praias ainda poéticas do Ceará. Havia tanto entusiasmo! Ouro solar nos olhos de alegria cintilando. Infelizmente, O Minc, – era a época de Gilberto Gil – não estava nem aí para o novo fenômeno da literatura na internet. Os pontos de cultura jamais incluíram as sites de literatura, as revistas literárias regionais. Somente quando do projeto pontos de midia livre, com o Juca Ferreira, começou-se pensar nisso dentro do ministério e algumas publicações foram contempladas como a revista Arraia PajéurBr. Mas em 2012, um pouco mais e o projeto foi interrompido pelas sucessivas e atabalhoadas mudanças de objetivos no MinC. Leiam o agradável e ensolarado texto de Pipol sobre o encontro e vejam algumas fotografias tiradas por ele durante o evento: O Consenso de Fortaleza

Salve, Pipol! #CronópiosParaSempre

Partiu Pipol, poeta, criador e editor do Portal Cronópios, neste 16 de abril de 2015. Assim à revelia de  qualquer anuência. De supetão. De surpresa sem graça. O poeta, romancista, editor e amigo Carlos Emílio C. Lima escreveu no FaceBook um manifesto que reproduzimos (com sua autorização) aqui: 

Carlos Emílio, Ivaldo Ribeiro Filho e Pipol na Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fonte: Portal Cronópios
Carlos Emílio, Ivaldo Ribeiro Filho e Pipol na Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fonte: Portal Cronópios

“Pipol…

o Monteiro Lobato, editor eletrônico do século XXI, criou (ao lado de Edson Cruz) com o Cronópios a nova Editora Nacional, adequada aos novos tempos, os da internet. Era paulista, também nascido numa cidade do interior do estado, como Lobato, visionário e prático ao mesmo tempo, amava toda a intrepidez dinâmica dos americanos, mas adaptando as qualidades que prezava nesse povo ao mundo brasileiro. Fez tanto pela literatura brasileira com seu portal editorial internético neste século atual quanto o intrépido Lobato fez no século XX com sua editora de livros de papel. Uma perda irreparável para a literatura brasileira, organizou o melhor sítio literário de cultura brasileira do século XXI. Cronópios é de longe o portal central da literatura nacional contemporânea. O portal, o Portao. O melhor suplemento literário, muito melhor que todos os pérfidos, segregadores e vendidos suplementos literários dos jornalões e de nossas pobres revistas coloridas nacionais. Inigualável, não tem nada igual, o tesouro literário do século, com nele editados todos os bons escritores, poetas e ensaístas do país de todos os estados brasileiros, democrático, amplo, meticuloso, panorâmico, honestíssimo, antológico e geral. O principal é que tudo isso não se esboroe, essa coisa fantástica que é o Cronópios.

Onde estão numa hora dessas os responsáveis pela política literária do Minc, onde está o Ministro? Tinha que fazer uma homenagem, prestar condolências à família de Cronópios Pipol, aos amigos, ao país eletrônico literário paralelo ao Brasil, país etéreo e tão mais real e concreto que ele criou, editou, paginou, limou, dirigiu e arquitetou. Algo tem que ser feito para que esse tesouro essencial e o mais precioso da cultura literária brasileira do século XXI seja preservado para sempre. Aqui não tinha patota, preconceitos regionais, igrejinhas, conchavos, boicotes, parcialidades, hegemonias de editoras pavoas. Faço um apelo a todos os amigos, colaboradores, leitores de Cronópios, e de Pipol, esse poeta singular. Que todo o Cronópios permaneça online em constante presente infinito.

Carlos Emílio C. Lima”