Participe do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC)

O Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), principal órgão colegiado do Ministério da Cultura (MinC) de participação popular para construção de políticas públicas, abre nesta segunda-feira (17) as inscrições para eleitores e candidatos para compor seus Colegiados Setoriais e o Plenário do conselho. O prazo de inscrições se encerra em 26 de setembro.
As inscrições poderão ser feitas por meio da plataforma digital . Por este canal, os interessados poderão se inscrever para votar ou para se candidatar nos seguintes Colegiados: Arquitetura e Urbanismo; Arquivos; Arte Digital; Artes Visuais; Artesanato; Circo; Culturas Afro-Brasileiras; Culturas Populares; Dança; Design; Literatura, Livro e Leitura; Moda; Música; Patrimônio Imaterial; Patrimônio Material; e Teatro.
Os Colegiados Setoriais são instâncias que compõem o CNPC, formadas por 40 integrantes, dos quais 30 são da sociedade civil (15 titulares e 15 suplentes) e 10 do Poder Público (divididos em cinco titulares e cinco suplentes).
Podem fazer parte do processo eleitoral do CNPC pessoas físicas, brasileiras ou estrangeiras naturalizadas com atuação nas áreas técnico-artistas. Os interessados poderão se inscrever na condição de eleitores (maiores de 16 anos) e/ou candidatos (maiores de 18), mediante cadastro na plataforma.
As inscrições também serão aceitas nos encontros presenciais, que serão realizados nas 27 unidades da Federação, no período de 8 a 26 de setembro.  Os encontros favorecerão o debate, a apresentação dos candidatos e contarão com pontos de acesso à plataforma para inscrições e votação.

Votação

O período de votação será de 8 de setembro a 7 de outubro, quando os inscritos poderão votar a distância pela plataforma digital ou nos 27 encontros presenciais. A votação se dará em duas etapas: a estadual e a nacional. Os resultados serão disponibilizados com ampla divulgação nos canais de comunicação do MinC e na plataforma digital do CNPC.
A plataforma possui fóruns de debates organizados por setorial e por unidade da Federação. Cada eleitor inscrito só poderá votar em um candidato de uma área específica de uma unidade da Federação. A etapa estadual elegerá delegados para os Fóruns Setoriais Nacionais.
Para a etapa estadual, será divulgada uma lista com todos os candidatos inscritos, dividido por Setorial e por Unidade da Federação.
No avançar dos debates, o eleitor poderá mudar seu voto uma única vez e trocar de candidato a partir do dia 27 de setembro – uma novidade em relação à eleição passada.
Na segunda etapa, a nacional, os candidatos mais votados nos estados e no Distrito Federal e os 15 integrantes da antiga formação dos Colegiados Setoriais habilitados irão escolher entre si os ocupantes das 30 vagas de representação da sociedade civil.
Números de delegados e cotas
Outra novidade do edital de 2015 é a possibilidade de cada setorial eleger, por Unidade da Federação, de um a três delegados para o Fórum Nacional. O total irá variar conforme o número de participantes inscritos presentes nos Encontros Estaduais. De 3 a 30 inscritos presentes, será eleito um delegado para o Fórum Nacional. De 31 a 99 inscritos presentes, serão dois delegados estaduais e, a partir de 101 inscritos presentes, serão eleitos três delegados para o Fórum Nacional.
Com relação às cotas, vai variar até o número de três vagas. Em casos de unidades da Federação com apenas uma vaga, será eleito o delegado estadual mais votado. Se houver uma segunda vaga, será destinada a uma mulher ou afro-brasileiro mais votado. Caso haja uma terceira vaga, ela será destinada ao próximo mais votado e não contemplado com a segunda vaga.
Resultados
Dentro desse processo eleitoral, estão programados Fóruns Nacionais Setoriais, que serão realizados no Rio de Janeiro (RJ), em Brasília (DF) e em Serra Talhada (PE), nos quais serão concluídas as eleições e divulgados os resultados.
Dúvidas
Para tirar dúvidas sobre o processo, a coordenação do CNPC do Ministério da Cultura oferece uma série de canais. A plataforma digital dispõe de “Fale Conosco” ; a Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do MinC também atenderá demandas pelas redes sociais (Facebook e Twitter);  pelo e-mail ; por meio do aplicativo de celular WhatsApp,  número (61) 9241 0630 e para atendimento por telefone por (61) 2024 2186.

Atenção às datas:

Período de inscrições: 17/08/2015 a 26/09/2015.
Período de votação: 8/09/2015 a 7/10/2015.
Encontros setoriais nas 27 unidades da Federação: de 8 a 26/9/2015.  (Calendário dos eventos será divulgado em breve).
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
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Qual a importância da Biblioteca Comunitária para sua comunidade?

Esse foi o tema do 1° Concurso Cultural promovido pela Biblioteca Comunitária Sorriso da Criança, uma das integrantes do nosso Polo de Leitura. O objetivo do concurso era despertar nos leitores o prazer pela escrita. Tendo a liberdade de escrever em qualquer gênero literário, crianças, jovens e adultos movimentaram a biblioteca colocando sua criatividade no papel.
A premiação era um livro que o próprio leitor escolhia, uma das vencedoras do concurso foiFrancisca Oliveira da Cunha que fez um belíssimo texto relatando sua experiência com a leitura. A leitora que também é mãe  de crianças inscritas na biblioteca escolheu o livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Leia mais no Blog do Polo de Leitura Jangada Literária

Salve, Pipol! #CronópiosParaSempre

Partiu Pipol, poeta, criador e editor do Portal Cronópios, neste 16 de abril de 2015. Assim à revelia de  qualquer anuência. De supetão. De surpresa sem graça. O poeta, romancista, editor e amigo Carlos Emílio C. Lima escreveu no FaceBook um manifesto que reproduzimos (com sua autorização) aqui: 

Carlos Emílio, Ivaldo Ribeiro Filho e Pipol na Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fonte: Portal Cronópios
Carlos Emílio, Ivaldo Ribeiro Filho e Pipol na Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fonte: Portal Cronópios

“Pipol…

o Monteiro Lobato, editor eletrônico do século XXI, criou (ao lado de Edson Cruz) com o Cronópios a nova Editora Nacional, adequada aos novos tempos, os da internet. Era paulista, também nascido numa cidade do interior do estado, como Lobato, visionário e prático ao mesmo tempo, amava toda a intrepidez dinâmica dos americanos, mas adaptando as qualidades que prezava nesse povo ao mundo brasileiro. Fez tanto pela literatura brasileira com seu portal editorial internético neste século atual quanto o intrépido Lobato fez no século XX com sua editora de livros de papel. Uma perda irreparável para a literatura brasileira, organizou o melhor sítio literário de cultura brasileira do século XXI. Cronópios é de longe o portal central da literatura nacional contemporânea. O portal, o Portao. O melhor suplemento literário, muito melhor que todos os pérfidos, segregadores e vendidos suplementos literários dos jornalões e de nossas pobres revistas coloridas nacionais. Inigualável, não tem nada igual, o tesouro literário do século, com nele editados todos os bons escritores, poetas e ensaístas do país de todos os estados brasileiros, democrático, amplo, meticuloso, panorâmico, honestíssimo, antológico e geral. O principal é que tudo isso não se esboroe, essa coisa fantástica que é o Cronópios.

Onde estão numa hora dessas os responsáveis pela política literária do Minc, onde está o Ministro? Tinha que fazer uma homenagem, prestar condolências à família de Cronópios Pipol, aos amigos, ao país eletrônico literário paralelo ao Brasil, país etéreo e tão mais real e concreto que ele criou, editou, paginou, limou, dirigiu e arquitetou. Algo tem que ser feito para que esse tesouro essencial e o mais precioso da cultura literária brasileira do século XXI seja preservado para sempre. Aqui não tinha patota, preconceitos regionais, igrejinhas, conchavos, boicotes, parcialidades, hegemonias de editoras pavoas. Faço um apelo a todos os amigos, colaboradores, leitores de Cronópios, e de Pipol, esse poeta singular. Que todo o Cronópios permaneça online em constante presente infinito.

Carlos Emílio C. Lima”

Nilto Maciel para sempre!

No CCBNB, em conversa comigo e Jorge Piero
No CCBNB, Nilto Maciel em conversa com Jorge Piero e Kelsen Bravos.

Na foto, os escritores Kelsen Bravos e  Jorge Pieiro, no Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil (CCBNB), conversam com Nilto Maciel, referência para todos nós, que compartilhou sua densa e leve presença plena de estrada e história no fazer literário, no fazer da vida Literatura, no fazer da vida encontro por meio das relações e da Literatura. Que seja cada vez mais lido, para que promova cada vez mais encontros das pessoas de si para si e de si com os outros. Amar é não deixar morrer, por nós, o Nilto Maciel estará sempre intensamente vivo. Os videos trazem a participação do Nilto no programa Dois Pontos (criação de outro querido, o Felipe Barroso) com nossa mais talentosa e promissora escritora em língua portuguesa Tércia Montenegro  (anotem!)

Fonte dos vídeos: TV Unifor.

Lançamento Revista Farol: A rua em revista

Em sua sexta edição, a revista Farol, publicação da Prefeitura Municipal de Fortaleza, editada através de sua secretaria municipal de Cultura, amalgama histórias de vida, cama, mesa e banho. De cama, ou melhor, sobre um jeito todo particular de deitar e dormir, quem fala é o vendedor ambulante Cícero Araújo Soares, que desde 1982 trança com as próprias mãos redes tarrafinhas vendidas a preços honestos na esquina da Praça do Ferreira. De mesa, ou de como a culinária ensina a ver e “ler” o mundo, quem trata são as mulheres do Poço da Draga que aprenderam a soletrar cozinhando. De banho, ou de um jeito próprio de se higienizar e compor o visual, quem deixa escapar é o poeta errante Mário Gomes, cuja indumentária é mote para um exercício de compreensão acerca do belo e dos modismos vigentes.

Farol também passa em revista o que pode o riso quando desconectado dos clichês e do grotesco. De perto, ao vivo e em cores, alguns dos representantes do humor espontâneo e até ingênuo, aquele nascido e criado nas ruas, contam sobre o preparo de cada elogio à comicidade inteligente, tendo como principal ferramenta a reconhecida presença de espírito tipicamente cearense. Arrochando o nó do todo bem-humorado e em franco diálogo com a galhofa reinante, a entrevista do jornalista Xico Sá com o humorista Falcão é uma hilária conversa entre inspirados mestres da gaiatice cabeça-chata.

Do riso ao pesar é um passar de páginas. No dia de visitas do presídio feminino, Farol abriu passagem para os relatos de detentas e familiares, no esforço por captar a intensidade das poucas horas de contato direto entre o dentro e o fora. Um olho em quem se prepara para visitar e espera conviver novamente. Outro em quem está enclausurado e reinventa tempo e espaço. E toda a atenção voltada para o arsenal de sentimentalidades à solta, os claros e escuros extra-muros, comuns a todos.  

Comum a todos e demasiado humano também é o que resplandece à flor da pele de quem cultua e faz tatuagem. Supercoloridos e prenhes de significados, os corpos ilustrados estão no centro da reportagem de capa da revista Farol. São telas vivas em movimento exibindo imagens que valem mais do que mil palavras, potencialmente capazes de exteriorizar intimidades e subjetividades diversas.

Com lançamento marcado para a próxima sexta-feira, dia 02 de setembro, no Passeio Público, a sexta edição da revista Farol vem afirmar uma política de comunicação pública para a cultura voltada à valorização da memória e à difusão das narrativas e bens simbólicos dos moradores da cidade. Enfatizando as histórias de vida, a oralidade, as singularidades ignoradas pela chamada história oficial e as existências comuns soterradas em meio aos estereótipos da contemporaneidade, a publicação flerta justamente com a capacidade imemorial que cada indivíduo tem de narrar e narrar-se.

À luz da grande reportagem e do texto narrativo, próximo da crônica, a revista passa ao largo da agenda oficial da indústria do espetáculo e da cobertura meramente factual para dar visibilidade ao acontecimento atemporal e (extra)ordinário. Apostando na reinvenção da figura do repórter flâneur, o cronista andarilho para quem a cidade é uma espécie de caleidoscópio, e não uma massa de concreto amorfo, o foco recai justamente sobre a pulsação das ruas, a dinâmica interna dos bairros, os modos de viver, fazer, criar, pensar, festejar, trabalhar e transcender de grupos sociais e indivíduos que também reinventam o próprio cotidiano. Assim, Farol é um convite à polifonia das muitas cidades – visíveis ou não – que existem em uma só.

SERVIÇO: Lançamento da sexta edição da revista Farol. Dia 02 de setembro, de17h às 22h, no Passeio Público (rua Dr. João Moreira, s/n – ao lado do Forte Nossa Senhora da Assunção). Entrada franca.