Publicado resultado final do 8º Prêmio Vivaleitura

A 8ª edição do Prêmio Viva Leitura contemplou com o prêmio de R$ 25 mil iniciativas de Belém (PA), Porto Alegre (RS), Brasília (DF) e Santa Cruz do Sul (RS), dentro das quatro categorias que compõem a premiação. Além deles, outros cinco projetos conquistaram a menção honrosa José Mindlin.
 
Houve um total de 1.467 projetos inscritos nas quatro categorias. Na categoria 1, Biblioteca Viva, o projeto vencedor foi o da Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, intitulado Tornar visíveis os invisíveis, um desafio instigante: experiência da Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha e do Centro Pop. O espaço, localizado no pequeno distrito de Icoaraci, no município de Belém, conseguiu atrair população em situação de rua, que passou a participar de diferentes atividades na biblioteca: oficinas, exibição de filmes, saraus literários e empréstimo de livros e CDs. Um dos fatores para essa atração foi a pactuação de confiança de empréstimos sem exigência de comprovante de residência.
 
Na categoria 2, Escola Promotora de Leitura, o primeiro lugar ficou com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Leocádia Felizardo Prestes, estabelecimento de ensino pertencente à Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre (RS). O projeto Pacto pela Leitura – Formação de Pais Leitores, coordenado pelas professoras Cláudia Sepé e Sandra Holleben, levou os pais dos alunos de uma área de grande vulnerabilidade social a participar ativamente das atividades de leitura com os filhos em fase de alfabetização. O intuito era tornar a leitura uma prática que não se esgotava na escola, o que impulsionou os adultos a voltar a ler e acompanhar seus filhos.
 
Na categoria 3, Territórios da Leitura, quem levou o prêmio foi o projeto Literatura Cura, do Instituto Chamaeleon, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) de Brasília que usa a leitura como instrumento para ajudar a curar traumas com crianças e adolescentes vítimas de abuso e violência sexual, bem como em mulheres vítimas de agressão moral e psicológica. Atividades como curso e oficinas de contação de histórias, produção de textos, criação de poesia e leitura dramática foram realizadas no espaço com acompanhamento de psicólogos e pedagogos capacitados para o gerenciamento e acompanhamento dessas ações.
 
E na categoria 4, Cidadão Promotor de Leitura, o projeto À Flor da Pele foi o vencedor. Coordenado por Marli Silveira, sua proposta é promover criatividade, humanização e desenvolvimento intelectual das detentas do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul (RS) com a elaboração de revistas e filmes, resultado de oficinas de textos, poesias, rodas cantadas, saraus poéticos e tardes de leitura realizadas com as detentas.
 
Os projetos Exposições Literárias Itinerantes, de Minas Gerais; Brinquedoteca Pública Municipal, do Ceará; Verdade Aberta, de São Paulo, Tear de Histórias, do Rio de Janeiro, e Kombina, do Rio Grande do Sul, ganharam a menção honrosa José Mindlin.
 
Além dos premiados, os projetos dos outros 16 finalistas das quatro categorias serão apresentadas no catálogo do prêmio – iniciativa dos ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) que conta com a parceria da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santillana.
 
Nesta 8ª edição, dos projetos inscritos, 1.162 foram habilitados e 305 inabilitados. Dos 11 recursos apresentados na primeira fase (de habilitação), dois foram deferidos. Já na segunda fase (de seleção), os cinco recursos apresentados foram indeferidos.
 
Sobre o prêmio
 
Elaborado em 2006 como desdobramento do Ano Ibero-Americano da Leitura, o Prêmio Vivaleitura integra o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), com objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura no País.
 
A cerimônia de premiação deverá ser realizada em abril, em Brasília. Mais informações em www.premiovivaleitura.org.br.
 

Plano Nacional do Livro e Leitura é prioridade

Senadora Fátima Bezerra destacou que, após aprovado, PNLL deixará de ser projeto de governo e passará a ser política de Estado

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca, composta por mais de 200 integrantes, entre senadores e deputados federais, retomou seus trabalhos nesta quinta-feira (31), na Câmara dos Deputados, com a promessa de dar prioridade ao projeto de lei que institucionaliza o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Atualmente, a proposta está em análise na Casa Civil da Presidência da República.
 
“Este plano já está pronto e está bom. Ele nasceu de baixo para cima. Foi amplamente debatido e discutido com aqueles que militam na área da cultura e da educação”, afirmou a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que coordena a Frente juntamente com o deputado José Stédile (PSB-RS). Segundo ela, com a aprovação do PNLL, a ação deixa de ser de governo e passa a ser de Estado. “Precisamos avançar cada vez mais nessas ações que dão segurança jurídica a áreas tão essenciais”, insistiu.
 
Foi consenso entre os integrantes dos poderes executivo e legislativo presentes ao evento que tornar o PNLL uma política de Estado garantirá que haja metas, políticas e programas permanentes de fomento à leitura, não permitindo que as ações para o setor fiquem à mercê de mudanças de governo.
 
Outra prioridade apontada pela senadora foi a aprovação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Bibliotecas, relatado por ela. O projeto prevê, entre outras questões, a garantia de construção, preservação e difusão pluralista de culturas, saberes e igualdade de acesso às bibliotecas.
 
Além de parlamentares e profissionais da área de educação e biblioteconomia, participaram da ação integrantes do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) e dos conselhos regionais da categoria.
 
Ações do MinC
Represente do MinC na reunião, Volnei Canônica, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca, explicou o trabalho realizado pelo Ministério em conjunto com a Frente para que outros importantes marcos legais de incentivo e fortalecimento para a área de livro e leitura sejam aprovados, como o do preço fixo para livros e a criação de um fundo de apoio a produção, edição, distribuição e comercialização de livros, o Fundo Pró-Leitura.
 
Fonte: http://culturadigital.br/mincnordeste/2016/04/01/plano-nacional-do-livro-e-leitura-e-prioridade/ em 31.03.2016 – 15:50