Partiu Pipol, poeta, criador e editor do Portal Cronópios, neste 16 de abril de 2015. Assim à revelia de  qualquer anuência. De supetão. De surpresa sem graça. O poeta, romancista, editor e amigo Carlos Emílio C. Lima escreveu no FaceBook um manifesto que reproduzimos (com sua autorização) aqui: 

Carlos Emílio, Ivaldo Ribeiro Filho e Pipol na Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fonte: Portal Cronópios
Carlos Emílio, Ivaldo Ribeiro Filho e Pipol na Bienal Internacional do Livro do Ceará. Fonte: Portal Cronópios

“Pipol…

o Monteiro Lobato, editor eletrônico do século XXI, criou (ao lado de Edson Cruz) com o Cronópios a nova Editora Nacional, adequada aos novos tempos, os da internet. Era paulista, também nascido numa cidade do interior do estado, como Lobato, visionário e prático ao mesmo tempo, amava toda a intrepidez dinâmica dos americanos, mas adaptando as qualidades que prezava nesse povo ao mundo brasileiro. Fez tanto pela literatura brasileira com seu portal editorial internético neste século atual quanto o intrépido Lobato fez no século XX com sua editora de livros de papel. Uma perda irreparável para a literatura brasileira, organizou o melhor sítio literário de cultura brasileira do século XXI. Cronópios é de longe o portal central da literatura nacional contemporânea. O portal, o Portao. O melhor suplemento literário, muito melhor que todos os pérfidos, segregadores e vendidos suplementos literários dos jornalões e de nossas pobres revistas coloridas nacionais. Inigualável, não tem nada igual, o tesouro literário do século, com nele editados todos os bons escritores, poetas e ensaístas do país de todos os estados brasileiros, democrático, amplo, meticuloso, panorâmico, honestíssimo, antológico e geral. O principal é que tudo isso não se esboroe, essa coisa fantástica que é o Cronópios.

Onde estão numa hora dessas os responsáveis pela política literária do Minc, onde está o Ministro? Tinha que fazer uma homenagem, prestar condolências à família de Cronópios Pipol, aos amigos, ao país eletrônico literário paralelo ao Brasil, país etéreo e tão mais real e concreto que ele criou, editou, paginou, limou, dirigiu e arquitetou. Algo tem que ser feito para que esse tesouro essencial e o mais precioso da cultura literária brasileira do século XXI seja preservado para sempre. Aqui não tinha patota, preconceitos regionais, igrejinhas, conchavos, boicotes, parcialidades, hegemonias de editoras pavoas. Faço um apelo a todos os amigos, colaboradores, leitores de Cronópios, e de Pipol, esse poeta singular. Que todo o Cronópios permaneça online em constante presente infinito.

Carlos Emílio C. Lima”

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