Mileide Flores do Fórum de Literatura e Leitura do Estado do Ceará e Vitor Tavares, atual presidente da Associação Nacional de Livrarias

Com uma pauta que aborda desde as questões de capital humano, economia, políticas públicas e livro digital, Associação Nacional de Livrarias promove a sua 20 ª convenção

 Estrategicamente realizada antes da Bienal do Livro de São Paulo, a Associação Nacional de Livrarias promove a 20 ª Convenção de Livrarias que tem entre os participantes, a presença de distribuidores, o que facilita a rodada de negócios. Na fala de abertura, o presidente da associação, Vitor Tavares falou da importância do evento, que este ano realizou uma prévia das discussões, de um tema solicitado pelos próprios livreiros: a situação das livrarias independentes.

Um perfil das mesas foi o de trazer casos práticos, como a que discutiu “Editor, distribuidor, livreiro, educador e autor – juntos em um mesmo ideal”, que mostrou como a harmonia entre esses agentes pode fazer a diferença tanto econômica, quanto cultural na formação de leitores.

Na temática “ Casos e experiências de sucesso nas livrarias, Paulo Escariz, diretor da Livraria Escariz de Aracaju, mostrou como começou em 1985 com uma banca de revistas na garagem de casa e hoje com experiência em gestão de negócios, comseguiu ampliar sua atuação e é proprietário de 2 livrarias em shoppings, 2 em universidades e uma revistaria. Ele não aconselha ninguém a pôr uma livraria fora de shopping, pois é lá onde está o grande filão, nem mesmo as livrarias montadas em universidade conseguem ter boas vendas, elas funcionam como showrom, na opinião de Escariz. A próxima novidade do negócio é implantar o e-comerce, no entanto, esta venda de livros será realizada apenas dentro de Aracaju.

Outra experiência em destaque foi a de José Cortez, que iniciou a editora que leva seu nome em 19980 e hoje é referência na área do livro, sendo também um dos fundadores da ANL. Para ele, o sucesso da editora está nas ações de fomento a leitura realizadas dentro da livraria dele, que considera multicultural, já que lá são realizadas atividades que envolvem cinema, contação de histórias, ciclo de leituras entre outras. É também, segundo ele, a única livraria do sul e sudeste que promove a literatura de cordel. Já foram realizadas até oficinas de xilogravura. O segredo está no trato humano: “Não tenho clientes, prefiro ter leitores” e acrescenta ainda “Para mim vender livros não é a mesma coisa de vender cachaça ou outro produto qualquer. A não ser o produto que alimenta o nosso corpo e nos faz viver. O livro alimenta nossa alma e nos faz crescer”.

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