‘Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos’


         O Estado de S. Paulo – 13/03/2010 – Por Ubiratan Brasil

 
O bom humor parece ser a principal característica do semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Se não, é a mais evidente. Ao pasmado visitante, boquiaberto diante de sua coleção de 30 mil volumes guardados em seu escritório/residência em Milão, ele tem duas respostas prontas quando é indagado se leu toda aquela vastidão de papel. “Não. Esses livros são apenas os que devo ler na semana que vem. Os que já li estão na universidade” – é a sua preferida. “Não li nenhum”, começa a segunda. “Se não, por que os guardaria?” Na verdade, a coleção é maior, beira os 50 mil volumes, pois os demais estão em outra casa, no interior da Itália. E é justamente tal paixão pela obra em papel que convenceu Eco a aceitar o convite de Jean-Phillippe de Tonac para, ao lado de outro incorrigível bibliófilo, o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, discutir a perenidade do livro tradicional. Foram esses encontros que resultaram em Não Contem Com o Fim do Livro, que a Record lança em abril. A conclusão é óbvia: tal qual a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. Leia a entrevista ao Sabático, o novo suplemento cultural do jornal de O Estado de S. Paulo, em que Eco fala sobre preservação da memória, biblioteca X internet, Dan Brown, suas lembranças do Brasil e muito mais.

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